terça-feira, 19 de junho de 2012

Doce amargo

Então eu sento no banquinho do bar, conto as moedas e peço por uma cerveja, puxo o maço amassado do bolso da calça jeans e risco um fósforo enquanto a fumaça dança lentamente na minha frente e a brasa do cigarro brilha na penumbra.

Penso em você... como está vestida hoje? Que profissão seguiu? Sonhos realizados... teve um filho, talvez dois? O que faz nas quintas a noite? Quem toca teus lábios? Quem divide a tua cama?

O barman se aproxima com a cerveja:
-Me vê uns amendoins também.
E o amargo retira os pensamentos azedos quando rasga suavemente a garganta.

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